Crescimento do e-commerce gerou boom em vendas de cosméticos e roupas

A pandemia do coronavírus tem mudado os hábitos de consumo dos brasileiros. Ao que parece, os consumidores não deixaram de comprar produtos, apenas migraram em peso para o e-commerce. A prova disso é que itens de beleza e roupas casuais, mesmo não sendo essenciais, continuam em alta no país.

 

Um levantamento feito pela Corebiz mostra que os e-commerces de vestuário e cosmético tiveram uma alta expressiva no faturamento em abril, assim como outros segmentos de vendas on-line. A pandemia está mantendo as pessoas em casa, mas elas continuam comprando, o que é ótimo para a economia.

E-commerces de cosméticos e moda estão em alta na pandemia

Segundo os dados, os e-commerce de vestuário tiveram um crescimento de 18% em relação a março — a quarentena começou na terceira semana do mês — e 110% em relação a abril de 2019.

 

O setor de cosméticos obteve resultados ainda mais expressivos. Houve um aumento de 111% no faturamento, em relação a março, e de 138% em comparação com abril do ano passado.

 

A Corebiz formulou os dados com base no acompanhamento das vendas de 14 marcas. O estudo também chamou atenção para a data da retomada do faturamento, dia 28 de abril, que coincide com o início dos pagamentos da primeira parcela do auxílio emergencial.

 

O potencial dos e-commerces de cosméticos e vestuário é gigantesco. Estes setores juntos tiveram um crescimento de 112% entre 2017 e 2018, de acordo com pesquisa da Webshoppers. Desde então, os segmentos são considerados como as principais categorias do e-commerce brasileiro.

 

O levantamento compilou dados de lojas virtuais de 69 segmentos, entre janeiro e dezembro do ano passado.  O estudo se baseou no NPS (Net Promoter Score) para medir a satisfação e a lealdade dos consumidores das marcas.

 

Outro levantamento publicado pela Fashion Network, que analisou as 50 maiores lojas on-line do país, também mostrou o crescimento nas vendas do e-commerce de vestuário. Segundo os dados, a quarentena fez com o setor de moda crescesse 95,27% no período. A área de cosmético teve um crescimento de 40,80%.

Vestuário e cosméticos são as categorias mais bem avaliadas do e-commerce nacional

De acordo com o Estudo de Satisfação do E-consumidor 2019, os segmentos de vestuário e cosmético são os mais bem avaliados no e-commerce brasileiro. A pesquisa teve como base as avaliações e reviews de produtos e lojas de mais de 760 e-commerces que atuam no mercado brasileiro.

 

A pesquisa acumulou mais de 2,7 milhões de avaliações. O setor de cosmético foi o que mais registrou avaliações de produtos e lojas em 2019, com 12,75% do total. Vestuário obteve 2,83% de todas as avaliações.

 

Das 820 mil interações entre clientes e marcas, o setor de cosmético foi responsável por 4,3%, e o de moda por 2,97%.

E-commerce fatura 9,4 bilhões de reais em abril

O boom nas vendas dos e-commerces de cosmético e vestuário pode ser notado claramente no faturamento do e-commerce. O primeiro mês completo da quarentena mostrou que as vendas pela internet tomaram o lugar das compras em lojas físicas, por conta das medidas de isolamento social.

 

Segundo a Compre&Confie, o e-commerce brasileiro faturou R$ 9,4 bilhões em abril, o que representou um aumento de 81% em relação ao ano passado. Com os pedidos em alta, em abril, foram confirmadas mais de 24,5 milhões de compras on-line, praticamente o dobro na comparação com mesmo período em 2019.

 

Mesmo com o movimento de reabertura gradual da economia em várias cidades brasileiras, o e-commerce deve continuar em alta, pelo menos, até o fim de 2020. O “novo normal” trará muitas restrições, o que pode afastar os consumidores das compras em lojas físicas.