Geração gamer: mais de 70% dos pais jogam com os filhos

Depois da chegada dos filhos, sentar para jogar uma partida de videogame nunca mais foi igual — essa é uma realidade em muitas famílias. Independentemente do gênero ou da idade do herdeiro, é fato que os sons, as cores e os desafios dos games chamam a atenção, despertando a curiosidade. Assim, ele tentará participar da brincadeira com palpites, foco e, até mesmo, assumindo o joystick.

 

Recentemente, o Sioux Group divulgou os resultados da sétima edição da Pesquisa Game Brasil (PGB), que ouviu 5.830 pessoas em todo o país no mês de fevereiro. Os dados apontam que 2.163 entrevistados vivem com os filhos, 71% jogam com eles e 78,7% afirmaram que os herdeiros interagem com jogos eletrônicos.

Opinião dos pais

Apesar de muitos pais permitirem que os filhos joguem games eletrônicos, as ressalvas são variadas. Cerca de 92,4% afirmaram se preocupar e evitar jogos que não sejam adequados para a faixa etária da criança, algo bastante sério e importante.

 

Em média, 33,4% dos pais que não jogam acham que os games podem estimular a violência, enquanto 56,6% daqueles que estão acostumados a jogar discordam dessa ideia, sem ver relação entre o comportamento da criança e o universo virtual.

 

Quase 81% também não deixa a criança jogar antes de dormir, por considerar que o estímulo pode atrapalhar a qualidade do sono. Aproximadamente 72,4% dos pais acham que os jogos eletrônicos são viciantes, mas 53,9% afirmam que os games ajudam a desenvolver certas habilidades da criança, como a tomada de decisão, a liderança, etc.

Diversão e entretenimento

Apesar de a pesquisa ter sido realizada antes do isolamento social e da quarentena que tomou conta do país, é sabido que os jogos são usados para divertir e entreter tanto os adultos, quanto as crianças.

 

Manter uma rotina de jogos com horário fixo e a participação dos pais é importante para garantir o controle do que o filho está jogando, com quem, como está interagindo e, principalmente, fortalecer o vínculo emocional entre pais e filhos. Ao desafiar o herdeiro para uma partida, os pais demonstram que querem passar um tempo na companhia da criança e se interessam pelo que ela tem feito.

 

Mesmo que ela opte por um jogo que não é adequado à sua faixa etária, este se torna um bom momento para explicar o motivo pelo qual ela ainda não está apta a jogar aquele game, ensinando lições sobre competitividade, amizade, respeito, honra e muitas outras questões importantes para o mundo real também.

Desconectar é importante

Manter a conexão com as crianças fora do ambiente virtual também é essencial para o desenvolvimento de um relacionamento forte e sadio do vínculo familiar. No universo físico, há diversos jogos que podem ser explorados para diversão e aprendizado das crianças.

 

Jogos de tabuleiro clássicos rendem boas risadas e criação de ótimas memórias, que serão levadas para toda a vida. Não tem esse tipo de jogo? Sem problemas: dominó, baralho e até palitinho são opções que reforçam a convivência. O importante é a qualidade do momento que passam juntos, mais do que o tipo ou o meio usado para realizar a brincadeira.

 

Esses momentos em família podem ser ótimos para trazer diversos temas importantes e pertinentes à vida familiar para o diálogo. Além de contar histórias da própria infância, é interessante perguntar sobre os sentimentos da criança e as perspectivas dela, ainda mais neste ano tão intenso que temos vivido. Os pais podem se surpreender com as respostas que vão ouvir!